Em 23 de dezembro de 1965,
através da Lei nº 1.265, com posterior
modificação pela Lei 1.617 de 21 de
março de 1969, a Prefeitura Municipal de
Poços de Caldas criava a Faculdade Municipal
de Filosofia, Ciências e Letras como entidade
autárquica de direito público, regularmente
organizada. Autorizada a funcionar pelo Conselho
Estadual de Educação de Minas Gerais,
pelos Pareceres 268/66 e 269/66, instalou-se os
Cursos de Filosofia, Pedagogia, Letras e Matemática.
O primeiro vestibular aconteceu nos dias 30 e 31
de maio e 1º de junho de 1966.
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Edital de 1966
A Faculdade tinha 100 vagas para Pedagogia, 80
para Letras, 60 para Matemática e 40 para
Filosofia, quando iniciou. Ao todo, 280 vagas.
Matricularam-se 170 alunos em 1966; em 1967,194;
em 1968, 257 alunos.
A Instituição promovia várias
atividades extracurriculares. Em 1969, foi promovido
um curso de extensão, foram feitas várias
festas no recinto e se estabeleceu programas semanais
de rádio. Alguns alunos participaram do
então conhecido Projeto Rondon. Também
foram publicados os primeiros números de
uma Revista - Diálogo - sob a direção
dos acadêmicos. Essas iniciativas demonstram
claramente o quanto a Instituição
foi atuante.
A primeira turma da Faculdade concluiu o curso
em 1969.
A Autarquia possuía, nesta época,
patrimônio próprio, constituído
de prédio e terreno, depósitos bancários
e bens móveis, assegurando assim, as condições
econômico-financeiras capazes de manter
e desenvolver a Faculdade instalada.
Desejando ampliar o número de estabelecimentos
de ensino superior em Poços de Caldas,
a Prefeitura Municipal, através da Lei
Municipal nº 2.059 de 25 de abril de 1973,
resolveu criar uma Autarquia de âmbito maior,
com um patrimônio maior, para que a mesma
fosse a entidade mantenedora, não só
da Faculdade Municipal de Filosofia, mas também
de outras Faculdades que viessem a ser fundadas.
Em 1996, através da Lei 6.238, foi homologado,
em todos os seus termos, o Convênio 14/96,
celebrado em 27 de maio de 1996, entre a AME,
a Prefeitura Municipal de Poços de Caldas
e a Sociedade Mineira de Cultura, entidade mantenedora
da PUC-MG. Este convênio transferia a PUC-MG
os 07 (sete) cursos superiores em funcionamento,
mantidos pela AME.
Os referidos cursos estavam devidamente reconhecidos,
com exceção do Curso de Ciências
Contábeis. Os cursos citados agrupavam-se
em três faculdades:
I - Faculdade de Administração
e Ciências Contábeis de Poços
de Caldas, com o curso de Administração,
fundado aos 25 de junho de 1975 e reconhecida
pelo Decreto nº 63.373, de 25 de abril de
1979, e o curso de Ciências Contábeis,
autorizado por Decreto de 11 de janeiro de 1994.
II - Faculdade de Engenharia de Poços
de Caldas, com o curso de Engenharia Civil, autorizado
o funcionamento pelo Decreto nº 92.341 de
28.01.1986 e reconhecido pela Portaria MEC nº
529, de 31 de março de 1993.
III - Faculdade de Filosofia, Ciências
e Letras de Poços de Caldas, com os cursos
de Ciências (Matemática), Letras,
Pedagogia e Filosofia, todos reconhecidos pelo
Decreto nº 67.599, de 18 de novembro de 1970.
Assim, em 1996, a AME e a Prefeitura Municipal
de Poços de Caldas transferia à
PUC-MG todos os cursos superiores mantidos pela
AME, incluindo neste acordo a doação
de um imóvel pertencente a Prefeitura Municipal
de Poços de Caldas com área de 109.232
m2; em regime de comodato, pelo prazo de 40 anos,
renováveis por igual período, o
uso de uma área de 134.212 m2, incluindo
todos os prédios nela situados, inclusive
biblioteca, laboratórios, mobiliários,
móveis e utensílios; além
disso, a conclusão de uma construção
de dez salas de aula com capacidade para no mínimo
60 alunos, além da responsabilidade pela
ampliação da área destinada
à administração; ainda, assumiu
os encargos financeiros, provenientes de rescisões
trabalhista de professores, além de absorver
nos quadros da administração direta
do Município servidores administrativos
da AME.
Neste oportunidade, a AME cedeu à PUC-MG,
sem ônus para esta, suas instalações
para funcionamento dos cursos.
Mas a AME não deixou de existir. Ainda
existe com a mesma finalidade anterior.
A AME ainda é responsável pela BOLSA
DE ESTUDO RESTITUÍVEL destinada aos alunos
de comprovada insuficiência de renda no
município de Poços de Caldas.
Em meados de 2002, tendo em vista o contexto
exigente e um inegociável compromisso social
em sua trajetória, a AME reassume o seu
compromisso com a sociedade poços caldense,
retornando suas atividades no ensino superior
para atualizar a busca do serviço educacional-pedagógico,
sem onerar descabidamente o público alvo.
Com o Convênio firmado entre a UEMG - Universidade
do Estado de Minas Gerais e a AME - Autarquia
Municipal de Ensino foi possível implantar
e realizar em agosto de 2002 o primeiro vestibular
para o curso de Pedagogia.
A presença da UEMG na cidade de Poços
de Caldas marca um início de novos tempos.
Primeiras instalaçoes da Autarquia
A Autarquia teve como primeira instalação
em prédio próprio, o hoje conhecido
Teatro da URCA, outrora sede de Cassino, adaptado
às condições de um estabelecimento
de ensino superior. A área era de 4.043
m2 e a área construída era de 2.492
m2.
Possuía 18 salas de aula, 01 auditório
de 360 m2, 01 salão nobre de 229 m2, sala
de Biblioteca com 12.386 exemplares, salas destinadas
à Administração, Laboratório
de Psicologia, Sala de Diretório Acadêmico,
instalações sanitárias, varanda
aberta, garagem.Posteriormente, a Autarquia foi
transferida para o prédio do antigo Seminário
Nossa Senhora da Boa Esperança, situado
no Bairro Country Club, hoje ocupado pela PUC-Minas.
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